Orixás
O culto, no batuque, é feito exclusivamente aos orixás, sendo o Bará o primeiro a ser homenageado antes de qualquer outro, e encontra-se seu assentamento em todos os terreiros, no candomblé o chamam de Exu (orixá).
Entre os orixás não há hierarquia, um não é mais importante do que o outro, eles simplesmente se completam cada um com determinadas funções dentro do culto. Os principais orixás cultuados são: Bará, Ogum, Oiá-Iansã, Xangô, Ibeji (que tem seu ritual ligado ao culto de Xangô e Oxum), Odé, Otim, Oba, Osanha, Xapanã, Oxum, Iemanjá, Nanã como qualidade velha de Iemanjá Oxalá e Orunmilá (ligado ao culto de Oxalá).
E há também divindades que nem todas nações cultuam como: Legba, Gama (divindade ligada ao culto de Xapanã), Zína, Zambirá e Xanguín (qualidade rara de Bará) que só os mais antigos tem conhecimentos suficientes para fazer seus rituais e maior ligação com a Nação de Kambina (Cabinda).
Bará
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Bará vem do ioruba Elegbara (ele (possuidor) e agbara (poder) significando o possuidor do poder. Bará no Batuque é a denominação do orixá Exu.
Por ter várias características humanas, Bará é considerado o orixá mais humano de todos os deuses africanos. É o orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, para os negócios e as vidas, destrancando caminhos e abrindo portas ou trancando e fechando, dependendo do merecimento e do cumprimento de tarefas pelo responsável.
No passado, as obrigações do Orixá Bará eram dadas somente a homens, como por exemplo, a limpeza dos Acutás e somente os mesmos, eram aprontados para o Orixá Bará. Hoje já existem mulheres aprontadas ao Orixá Bará, principalmente aos que chamamos de "dentro do templo", como Lanã, Adague e Agelú. Mas não podemos esquecer que suas raízes africanas, tanto yorubá quanto bantu, estão ligadas aos cultos masculinos, pois independente da qualidade, ele é o Orixá Bará, energia de virilidade masculina e ímpar.
No aprontamento de um filho do Orixá Bará na Nação Religiosa de Kambina (Cabinda), uma das nações do Batuque, seguem-se algumas escolhas importantes, como um Babalorixá de orixá "dito" masculino. O padrinho de religião obedece o mesmo procedimento. Caso o iniciado tenha outros padrinhos por conta de outros Axés, a hierarquia e o respeito de se ter um homem de orixá masculino e com aprontamento superior se repete.[7]
Uma de suas características mais marcantes, está presente em uma das milhares de lendas existentes sobre este Orixá. Conta a lenda que certo dia Bará desafia Oxalá, a discussão em pauta era saber quem era o mais antigo. Logo aquele que deveria receber mais respeito, e se tornar o soberano em relação ao outros, após uma batalha cheia de peripécias e truques, Oxalá domina a cabaça de Bará, onde está sua concentração de poderes, tornando-lhe assim seu eterno servo.
- Saudação: Alúpo ou Lalúpo (comunicante)
- Dia da Semana: segunda-feira (Barás Elegbará, Lodê, Lanã e Adague), sexta-feira (Bará Agelu)
- Número: 7 e seus múltiplos
- Cor: vermelha
- Guia: corrente de aço (para alguns) ou vermelha escura e vermelha sangue (Lanâ, Lodê, Adague). Bará Agelú usa vermelho claro (algumas nações usam vermelho e amarelo)
- Oferenda: pipoca, milho torrado, três ou sete batatas inglesas assadas no [azeite de dendê], opeté de batata inglesa. Para Bará Agelú vai 7 balas de mel (algumas nações usam também lascas de coco)
- Ferramentas: corrente, chave, tridente, foice, moedas e búzios (para Agelú coloca-se carrinhos e bolinhas de gude)
- Ave: galo vermelho (pombo telha para Bará Agelú)
- Lugares na natureza: encruzilhadas de qualquer lugar (matas, cemitérios, praias...).
Qualidades
- Bará Lodê (Olodê): Guardião da parte externa do templo
- Bará Lanã (Onã): Guardião da porta do templo
- Bará Adagbe: Guardião da parte interna do templo
- Bará Agelú (Jelú): Bará menino. Guardião dos chamados orixás de mel ou de praia e das areias da praia
- Bará Elegbará: Como Lodê, também faz a segurança a parte externa do templo, mas dentro do Fundamento da Nação de Kambina (Cabinda), não há incorporação.
Ogum
Ogum é o dono do ferro
e de todos os seus derivados, como armas e ferramentas. Também é dono da bebida alcoólica e é considerado o senhor da
guerra. É esposo de Iansã, que o traiu com Xangô após
embebedá-lo com atã.
Por ser o dono do "obé" (faca), sem ele não tem como outros orixás serem feitos. Qualquer sacerdote de orixá tem que ter Ogum em seus assentamentos, pois este é o dono do axé das facas. Por ser dono das armas, é invocado para vencer demandas. Pela mesma razão é o protetor dos policiais e dos soldados.
A diferença entre as obrigações de faca de Ogum e Bará é que o primeiro é firmado para a ritualística de somente Orixás, enquanto que o segundo é firmado para serviços de Egúns e trocas.
Na Nação de Kambina (Cabinda), existem três classes de Ogum: Avagã: Cultuado na parte externa do templo. Junto com o Bará Lodê, faz a proteção externa do local. Tem tendência a ser usado em trabalhos de maior demanda. Onira: Cultuado na parte interna do templo. Tem como missão proteger todo espaço do culto contra demandas de morte e feitiços. Adiolá: Ogum da parte interna do templo. Trabalha principalmente com os orixás de praia.
Em algumas casas da Nação de Kambina (Cabinda), há uma quarta classe de Ogum, que recebe o nome de Olobedé. Trabalha também na parte interna do templo, com ações de limpeza e afastamento de energias maléficas. É um Ogum muito severo, mas de grande consciência.
Na Nação Ijexá são cultuados Ogum Avagã, Ogum Onire e Ogum Adjolá. Este último é um guerreiro guardião que trabalha na beira da água a mando de Oxum, Iemanjá e Oxalá. Ogun Avagã tem seu assentamento junto a Bára e Oyá.
Na Nação Nagô são cultuados Ogun Wari, Alagbede, Olode, Alé, Ògúnjà, Meje, Onire e Soroke.
Características
As suas cores são o vermelho e o verde[8] (para o Meje, verde e branco). O dia da semana consagrado a Ogum é a quinta-feira (segunda-feira para Ogum Avagã), e o seu sincretismo é com São Jorge (em algumas nações Ogum Avagã é sincretizado com São Paulo). A sua saudação no batuque, "Ogunhê!", é muito usada nas procissões em comemoração ao Dia de São Jorge (23 de abril)[9], juntamente com saudações ao santo católico.
As suas armas e ferramentas são: a espada,a lança, a bigorna, o escudo, o capacete, a ferradura, o martelo, a marreta, a enxada, o ancinho, o alicate, o bisturi e o serrote (para Ogum Avagã, um revólver). Os seus metais são o ferro, o aço e o chumbo, e sua pedra é o diamante.
As suas atividades são a agricultura, a batalha, as viagens, os caminhos, e a caça. Na Nação de Kambina (Cabinda), seu fio é feito com uma conta verde-mato e uma vermelho-sangue. Algumas casas também adotam o fio com 7 contas para cada uma na sequência, por ser seu número. Já Avagã, suas cores são o verde e o vermelho escuro. Na Nação Ijexá, a sua guia (fio-de-contas) é feita com uma conta verde e uma vermelha para Ogum Onire e Ogum Avagã; para Ogum Adjola, contas azuis são incluídas. No Jeje a sua guia é feita em verde e branco, com predominância do verde.
Lugares na natureza: campos, matas e encruzilhadas[9].
Oferendas
- Uma costela de boi com 3, 5 ou 7 ripas
- Miãmiã gordo (farinha de mandioca com azeite de dendê)
- Pipoca, folhas de alface (para Ogum Adjolá), uma maçã vermelha (para Ogum Onira), uma laranja de umbigo (para Ogum Avagã)
- Vela: verde com vermelha; verde escuro para Ogum Avagã (Nação de Kambina (Cabinda) e Ijexá); verde com branca (Jeje)
Lenda da coleta dos búzios
Devido à traição de Oiá, Ogum e Xangô jamais se reconciliaram e, por diversas vezes, acabavam por se defrontar em acirradas disputas.
Certa vez, Ogum propôs a Xangô que realizassem uma trégua nessas lutas, pelo menos até à lua seguinte. Xangô respondeu com alguns gracejos, que Ogum revidou, mas propôs uma aposta: que ambos se dirigissem à praia e recolhessem o maior número de búzios que conseguissem. O perdedor ofereceria ao vencedor o fruto da sua coleta. Estando acertados, Ogum deixou Xangô e dirigiu-se à casa de Oyá, solicitando-lhe que pedisse a Ikú (a morte) que fosse à praia na hora em que ele havia combinado com Xangô. Oiá exigiu uma certa quantia em ouro, que prontamente recebeu de Ogum.
No dia seguinte, Ogum e Xangô amanheceram na praia, iniciando a coleta. De vez em quando se entreolhavam, e Xangô lançava ditos jocosos contra Ogum, sem perceber que Ikú se aproximava de si. Ao levantar os olhos, deparou-se com Ikú, que riu de seu espanto. Assustado, Xangô abandonou a sua sacola com os búzios colhidos, se escondendo. No fim do dia, Ogum procurou Xangô mostrando a sua coleta. Xangô, envergonhado, abaixou a cabeça e entregou ao guerreiro o fruto da sua coleta.
Yansã/Oyá
Iansa de tradução yoruba, que significa mãe de nove. É associada a sensualidade, a força feminina e a guerra. Orixá dos ventos e das tempestades, foi esposa de Ogum, o qual deixou por amor a Xangô; Dentre os os Orixás femininos é considerada uma das mais guerreiras,junto com Obá.
Oyá é tradicionalmente conhecida como uma manifestação jovem, sendo o nome Yansã (que sopra o vento), conhecida como sua forma mais madura e muito utilizado também na umbanda popular. É o primeiro Orixá feminino a ser cultuada na hierarquia do Batuque em todas as Nações.
Está associada aos ventos, raios e tempestades. Muito comum entre os batuqueiros ao se perceber uma forte ventania, diz se que Oyá está “abanando a saia”. Também rege a sexualidade feminina e, por conseguinte, a sedução e as paixões. É a “dona do teto” e da panela, portanto para os batuqueiros, quem tem Oyá nunca fica desabrigado, e nem passa fome. Pelo fato de dominar os Eguns, é sempre invocada quando o problema se trata de uma possível perturbação causada por estes espíritos não evoluídos. Por ser um Orixá diretamente associado a Ogum, é cultuada nos mesmos lugares e em companhia deste Orixá, sendo que aceita melhor suas oferendas, se depositadas junto a uma pitangueira, árvore consagrada a ela. Suas cores são a combinação do vermelho com o branco, dando ênfase ao vermelho. Na Nação de Cabinda além de Ogum, Oyá também faz adjunto com Xangô, Bará e Xapanã.
- Número: 7
- Guia: 7 contas vermelhas e 7 contas brancas cristais em outra pode ter sua cor sendo o marrom
- Dia da semana: Terça-feira
- Saudação: Paieio na Nação de Kambina (Cabinda), mas muito confundida com a saudação da umbanda como Epa eio e Eparreio.
- Qualidades: Oya Nique, Iansã Dirã, Iansã Timboa, Iansã Funique
- Xangô

Songó (em yorubá) é um dos principais Orixás do Batuque. Na tradição temos Xangô Agodô (mais sábio) que é sincretizado com São Jerônimo, Xangô Aganju ( o mais jovem) com São Miguel Arcanjo e Xangô Aganju de Ibeje (criança) com Cosme e Damião. Sàngó Aganjú Ybeji, na realidade é uma qualidade de Sàngó Aganjú que tem seu assentamento lado a lado com o assentamento de orixá Ybeji especificamente quando o elegun = (yawo) quê é do orisá Sàngó Aganjú tem alguma ligação orisá Orisá Ybeji ou vice-versa, E Sàngó Kamuká quê especificamente é considerado o Rei da nação Kabinda, Estas são as qualidades de Xangô nas Nações de: Oió, Kabinda, Jeje, Ijesa, Nagô E Congo.
Sua comida preferida é o [amalá] e seu dia da semana é terça-feira, juntamente com Oyá. Suas cores são o vermelho e o branco e sua saudação é kao kabecile.
Xangô é considerado o Rei de várias nações. No Batuque do Rio Grande do Sul, a Nação de Oió e de Kabinda o tem como seu Rei supremo. Talvez daí a grande importância, pois no ritual a principal dança o alujá, é dedicado a Xangô, como coroamento das obrigações de 4 patas feita nas Nações.
Além de ser o dono da Balança (Kassun), é considerado o pai dos Ibejes, sendo também um dos regentes dos Egúns no Batuque. Durante a Balança, a presença de Xangô é imprescindível, pois ele gera a harmonia e força para a confirmação das obrigações que estão sendo realizadas. Orixá da justiça e das escritas, suas ferramentas são o machado de dois fios e um fio, o livro e a balança. A pedreira é o local de oferendas a Xangô, de preferência se for perto de algum rio ou praia. Seus assentamentos são tratados com epô, mas Xango Ibeje, também recebe mel em seus trabalhos. Na mitologia africana, Xangô teve três esposas: Oxum, Oyá e Obá, que geralmente são seus adjuntos na Nação de Kambina (Cabinda).
- Saudação: Kao Kabecile
- Número: 6 e seus múltiplos
- Cor: vermelho e branco
- Guia: 6 contas vermelhas e 6 contas branca
Odé
Odé o orixá das matas e florestas onde vive a caçar. É o
protetor dos caçadores e seu nome deriva desta palavra. Seus filhos são
espertos, rápidos e atentos.
- Descrição
Considerado uma das mais belas danças nos cultos afro brasileiros, pois ocupa seus filhos dançando com um arco e com bela movimentação. No Candomblé, é conhecido mais como Oxóssi. Em grande parte dos itóns (lendas), aparece como o irmão caçula de Bará e Ogum. Na Nação de Kambina (Cabinda), sua dança é sempre acompanhada de sua grande companheira, Otim. Considerado na Africa antiga, o Rei de Ketu. Teve suma importância no desenvolvimento religioso e intelectual entre os yorubás, mas seu culto é difundido em todas as nações do Batuque do RS. Apesar de ser o grande caçador e arqueiro entre os Orixás, nos cultos puramente africanos, suas oferendas eram devolvidas a natureza, pois é considerado o protetor dos animais. Em suas oferendas, são oferecidas comidas a base de porco, como costelas. Seu principal adjuntó é Otim. Mas Odé também pode fazer adjuntó com Oxum (nas qualidades Pandá ou Ademun) ou com Iemanjá (na qualidade Boci) em raras vezes.
- Característica
- Símbolo: Arco e flecha e a lança
- Cor: Azul marinho e branco (ou azul marinho e rosa;
- Dia da semana: Segunda-feira; Na Nação de Kambina (Cabinda), sexta-feira
- Saudação: Oquê oquebamo ou Oke Okebambo.
- Número: 7. Outras nações adotam o 8.
- Alimento: Algumas nações cultuam somente com epô (azeite de dendê), outras também utilizam o mel.
- Guia: 1 conta azul, 1 conta rosa, 1 conta branca - (Nação de Kambina (Cabinda))[11]
- Sincretismo: São Sebastião.
- Filho único da orixá Iemanjá, tendo sido criado junto de Ogum e Bará, sendo estes grandes companheiros.
Otin
Otin (yorubá) ou Otim (usado na grafia do Batuque), significa rio que embriaga, transborda.
Em uma das centenas de itóns (lendas), temos Odé como o terceiro filho de Iemanjá com Oxalá senhor da caça e Rei do Ketu o único verdadeiro amor de Oxum. Diz uma lenda que Odé um dia saiu de casa e ficou preso nas matas de Ossaim apesar de sua mãe o ter avisado, mas teimoso foi até as matas e Ossanha fascinado por suas habilidades o prendeu lá. Iemanjá ficou muito triste com a ausência de seu filho e se pôs a chorar. Então Oxalá deu ordem para Ossanha soltar Odé para ver sua mãe, mas, por ter passado muito tempo, Odé se acostumou a viver nas matas. Sendo assim, visita sua mãe, mas sua morada ficou sendo as matas, onde a partir daí conhece Otin.
Outra versão:
Companheira inseparável de Odé, vive no mato em sua companhia. Esta Iyabá é pouco cultuada no Brasil, mas seu fundamento foi conservado nas Nações de Batuque no Sul do país. É raro encontrar iniciados a Otin. É uma Orixá que se alimenta de todo tipo de caça, porém seu alimento preferido é a carne de porco. Por conta disso, um dos arquétipos dos filhos de Otin é a gula.
Ela reina toda a fauna (fêmeas) protegendo as florestas e o ecossistema. Dentro da religião, muitos comentam que não há ocupação de Otin em seus cavalos de santo ou até mesmo não se dá Ori a Otin. Tanto na Nação Kambina (Cabinda), Jeje ou Ijexá, o aprontamento de Otin já é fato corriqueiro. Geralmente Otin é adjuntó de Odé e vice-versa. Em alguns templos, o tratamento de Otin é feito somente com epô, mas alguns sacerdotes também adotam o epô com mel em suas feituras.
Existe uma lenda que fala que Otin e Odé era dois irmãos que caçavam juntos eles são inseparáveis um carrega com sigo plantas com poderes de cura e o outro arco e flecha para a caça são guerreiros na mata.
- Saudação: Oquê Oquebamo
- Número: 7 ou 8, dependendo da Nação
- Cor: Azulão, rosa e branco (3 contas de cada cor) na Nação de Kambina (Cabinda)
- Também utiliza as cores azulão e laranja, rosa e azulão ou branco e azulão
- Sincretismo: Santa Bernadete
Obá
Obá, (Rainha em yoruba) Obá (usado em sentido literário no
Batuque, mas que significa Rei) é a Orixá associada as lutas e de grande
virilidade feminina. Seu culto é cheio de tabus, principalmente para os
mais antigos. Não é muito fácil encontrar filhas (os) de Obá. Diz-se
que no passado na Nação de Kambina (Cabinda), somente mulheres
eram iniciadas e se tem notícias ainda hoje, que durante suas rezas no
passado, os homens não tinham permissão de dançar, da mesma forma que as
mulheres não dançavam para qualquer qualidade do Orixá Bará.
Nos antigos terreiros da Nação de Kambina (Cabinda), somente as
Yalorixás de orixás femininos poderiam aprontar filhas de Obá, sendo que
somente Madrinhas de Religião também de orixás femininos, podiam ser
escolhidas para seus aprontamentos. Obá sempre foi um orixá de fortes
tabus. Seu aprontamento se reserva a detalhes bem específicos, que é de
conhecimento dos mais antigos. Diferente do culto das outras iyabas,
nela não há presença de homens e até mesmo crianças dentro de seu culto.
Mas de anos para cá, talvez o orixá tenho se "adaptado e/ou aceitado"
algumas situações como aprontamento de homens ou até mesmo o orixá como
passagem de alguns orumalés masculinos.
No Candomblé (Ketú), Obá é tratada como uma orixá da justiça e das águas
revoltas. Em geral, no Batuque, ela está mais ligada como orixá das
rodas e do corte, apesar de se tratar da mesma orixá, mas que demonstra
toda tenacidade deste (a) orixa.
Obá foi uma das três esposas de Xangô, na qual diz a lenda que ao tentar agradar o marido, foi convencida por Oxum a cortar sua orelha. Em uma das rezas de Obá, dança-se com uma das mãos nas orelhas em homenagem a este itón (lenda).
Em grande parte das Nações que compõem o Batuque do RS, as (os) filhas (os) Obá tem como adjuntó os Orixás Bará, Xangô, Ossanha (Ossaim) ou Xapanã. Em todas as suas obrigações, ela é tratada com Epô (azeite de dendê) e sempre invocada em caso de brigas e de reequilíbrio do sistema físico emocional.
- Dia da semana na nação Ijexá é segunda-feira,
- Dia da semana na nação de Kambina (Cabinda) é quarta-feira.
- A cor é rosa, mas na nação de Kambina (Cabinda) também se adota o marrom, porém é pouco usual e mais utilizada pelo antigos, segundo Paulo T. B. Ferreira, em sua obra "Fundamentos Religiosos da Nação dos Orixás".
- É sincretizada com Santa Catarina de Alexandria. Em outras nações com Santa Joana D´Arc.
- A saudação no Batuque é EXÓ. Já no Candomblé e outras nações não afro-gauchas a saudação é Oba-xirê
- A cor da guia é rosa ou marrom. Também pode ser feita com estas cores intercaladas.
- Seu número é 7.
Ossanha (Ossaim)
Ossanha (Ossaim),OssanhaOssanha (Ossaim) (Ossain) é o médico das Nações que compõem o Batuque. É o dono das plantas medicinais e seus estudos. Sua importância é fundamental nos ritos africanos desde uma simples lavação de cabeça até o assentamento de orixás começam com o uso de suas ervas.
Todas as ervas, chás, folhas e vegetação pertencem a Ossaim; é ele quem libera a propriedade mágica das folhas nos rituais dos Orixás.
Divide com Xapanã o axé sobre a saúde física.
- Na Nação de Ijexá sua cor é o verde claro e amarelo. Na Nação de Kambina (Cabinda), se usa o verde e branco
- Dia da semana na nação Ijexá e na nação Kambina (Cabinda) é segunda-feira. (Fundamentos Religiosos da Nação dos Orixás - Paulo Tadeu B. Ferreira. Ed Toqui).
- Na nação de Cabinda, seu dia da semana é quarta-feira (junto com Obá, Xapanã e Oxalá Bocum)
- Seu número é o 7 e seus adjuntós são Oxum Ademun e Obá na Nação de Kambina (Cabinda).
- No Jejê faz adjuntó com Iemanjá Boci.
O Orixá Ossanha é o senhor das folhas. A este Orixá pertencem todas as folhas e ervas utilizadas no culto. A lenda diz que foi Oyá que abanou a saia e fez com que os ventos espalhassem as folhas, para que desta forma, os demais Orixás pudessem apoderar-se de algumas, mas que de maneira geral pertencem mesmo a Ossanha.
Também se conta que este Orixá teve uma das pernas amputadas, por isso na maioria das vezes, quando manifestado, ele dança e se movimenta numa só perna. Logicamente que Ossanha rege a flora, e devido ao poder de cura das plantas, sendo ele o detentor do conhecimento sobre a eficácia de cada uma delas, é um dos Orixás “médicos” do Orunmalé. Além da homeopatia, o conhecimento de cura das doenças ligadas ao esqueleto ósseo humano também tem colaboração de Ossanha. As oferendas a Ossanha devem ser entregues no interior da mata, sendo o coqueiro a árvore consagrada a este Orixá. Como se torna cada vez mais difícil encontrar áreas de mata dentro da cidade, é muito comum depositarem suas oferendas em áreas gramadas junto a coqueiros ou palmeiras, (praças, por exemplo), ou até mesmo junto a figueiras, que é uma árvore consagrada a outro Orixá “médico”, mas que mesmo assim, é aceito de bom grado por Ossanha. Suas cores são a soma do verde e do amarelo ou verde com o branco e a mistura destas, resulta em um verde bem clarinho. Seu dia da semana é a sexta-feira e o seu sincretismo afro-católico, São José na Nação Ijexá e na Nação de Kambina (Cabinda) é na segunda-feira[12]
Xapanã
Xapanã no Batuque, é o Orixá da varíola
e de todas as doenças contagiosas, senhor da saúde e das doenças, pois
tanto pode produzi-las, como curá-las, no Candomblé é também conhecido
como Obaluayê ou Omulu, dependendo da Nação que o cultua.
Xapanã, vem de Sànpònná (fon), idioma do povo Jêje do antigo Daomé, atual Benin, que significa Dono da Terra. Os daometanos sempre foram muito temerosos, já que seus cultos estão originados no sacrificio e poder que os orixás tinham sobre o povo. O nome Obaluayê e Omulu, aparecem depois, com as ligações dos deuses daometanos com os dos yorubás. Os nomes em yorubás significam títulos recebidos por Xapanã pelas conquistas que aconteceram no passado, onde o primeiro significa Senhor da Terra e o segundo, Filho do Senhor da Terra.
Atualmente há uma grande corruptela no meio literário, principalmente da corrente da "Magia Divina", que passou a se identificar ou a usar a "roupagem" umbandística tempos atrás, dando denominações diferentes da Tradição milenar africana, mesmo sendo estes três nomes o mesmo orixá, só que nos idiomas dos seus povos, Jêjes (idioma Fon) e Nâgos (idioma yorubá).
Embora seja Rei de Jejê, é muito cultuado em todas as nações do Batuque. Muitos o colocam como Orixá do cemitério e associado a morte. Na verdade, era o grande guerreiro dos Jêjes, que o temia, porque além das guerras, trazia as epidemias e doenças e por conta disso nas religiões afro-brasileiras, ficou muito vinculado ao lado de grandes catástrofes.
No Batuque é o dono da vassoura, com que varre os males dos nossos caminhos. É o legitimo dono da limpeza. Na maioria dos trabalhos de religião que envolva limpezas das mais complexas, sempre Xapanã é reverenciado.
Geralmente seus filhos trazem como adjuntó Oyá, Obá e raramente Oxum (nas qualidades Ademun e Olobá). Sempre é representando com a palha da costa encobrindo as feridas de seu rosto guerreiro. O tratamento de seus assentamentos é sempre com epô.
- Suas cores são o vermelho e preto (Jubeteí e Belujá) e lilás (Sapatá).
- Sua vassoura para trabalhos tem sete cores.
- Sincretizado com Nosso Senhor dos Passos, São Lázaro e São Roque.
- Dia da semana na Nação de Kambina (Cabinda) e Ijexá é quarta-feira e segunda-feira no Candomblé.
- Seu número é 7 e seus múltiplos. Alguns Babalorixás da Nação de Kambina (Cabinda) adotam também o 9.
Ibeji
Ibeje (yoruba), Ibêje ou Ibeji, na Nação Ijexá e na Nação de Kambina (Cabinda) do Batuque, são entidades Gêmeas que formam um único orixá. São Orixás infantes.
Seu assentamento é feito em "vultos" (orixás feito em madeira). A homenagem aos Ibêjes, chamada de Mesa de Ibêje consiste numa mesa (toalha arreada no chão) na qual se serve somente crianças até sete anos de idade e mulheres grávidas, para comerem canja feita das aves que foram sacrificadas aos Ibêjes, doces de toda qualidade, brinquedos e balas.
Geralmente, Xangô e Oxum, bem como Odé ocupam seus filhos de santo para prestigiar. Iemanjá e Oxalá também podem ser fazer presentes na cerimônia. Não é comum a presença de outros orixás chegando a Mesa de Ibêje por se tratar de um rito doce e onde a energia da fecundidade está muito presente.
São os melhores para trabalhar na Nação pois possuem o mel de uma criança e o azedo de um adulto.
Diferente do Candomblé, onde Ibêje é cultuado como Orixá ímpar, no Batuque eles são cultuados como qualidades de seus pais. Tanto Xangô Agandju Ibêje, quanto Oxum Epandá Ibêje, recebem as oferendas e pedidos de quem precisam de suas preces.
Na África, Ibêje é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos, a dualidade. Ibêje mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos. Por isso de sua herança e importância na cultura afro brasileira.
- Dia da semana na Nação de Kambina (Cabinda): Terça-feira (Xangô Agandju Ibêje). Sábado (Oxum Epandá Ibêje)
- Em algumas nações, o dia da semana é o domingo
- Numero: 6 para Xangô Agandju Ibêje e 8 para Oxum Epandá Ibêje (Nação de Kambina (Cabinda))
- Também pode ser considerado o número 2 e seus múltiplos, pois é um Orixá da dualidade em algumas nações
- Cor: Todas as cores, menos o preto
- Sincretismo: Cosme e Damião e Nossa Senhora de Fátima
Oxum
Oxum (yoruba) ou Oxum no Batuque, significa "águas". Na
verdade não existe um nome exato para a tradução de seu nome dentro do
grupo linguístico latino, mas é representada pela riqueza, ouro e águas
doces.
Rege a fecundidade feminina, protege o feto e a gestação. Mulheres grávidas ou que querem engravidar recorrem sempre a Oxum para que lhe dê proteção durante todo processo de crescimento de seus filhos.
Oxum é uma das orixás mais cultuadas no Brasil. Em grande parte, ela se apresenta maternal, receptiva, mas também possui seu lado guerreiro e altivo. Sua dança é sempre majestosa, com ritmos sinuosos, leves podendo chegar a movimentos mais performáticos. Dona das línguas e envolvida com a grande magia sacerdotal feminina, Oxum sempre foi uma orixá onde independente dos seus reinos de domínio é procurada por todos os adeptos do afro-gaúcho para alcançar harmonia e prosperidade em vida.
Oxum também é responsável dentro da Nação pela Mesa de Ibeje, juntamente com Xangô. Esta é uma das principais obrigações de aprontamento para que os filhos tenham uma vida doce e próspera em sua nova jornada. Em uma de suas danças, Oxum joga perfume em toda assistência, como forma de benção e de abrir caminhos a fecundidade, refletindo a beleza suave e magistral desta grande orixá.
Oxum cuida de seus filhos na maternidade existe uma lenda que fala, que quando ela ganha os filhos quem cria é Iemanjá, mãe guerreira nunca desampara seus filhos.
Dentro da Nação de Kambina (Cabinda), temos algumas qualidades abaixo reverenciadas:
- Oxum Docô: A grande matriarca e sábia.
- Oxum Olobá: A Oxum da "lomba". Relacionada aos problemas de saúde e risco de morte nas gestações e crianças menores.
- Oxum Ademum: A grande conhecedora da cura pelas folhas e dos segredos das cachoeiras mais afastadas.
- Oxum Miwá: Moça, vaidosa e extremamente guerreira. Trás a idá (espada) e o Ofá (arco e flecha).
- Oxum Pandá: Moça, coquete e vaidosa.
- Oxum Epandá Ibeje: a mais jovem das oxuns em sua forma infante.
No Candomblé, segue abaixo algumas particularidades;
- Oxum Agba Ilu: matriarca e idosa.
- Oxum Ijimu: velha e feiticeira.
- Oxum Aboto: Oxum idosa.
- Oxum Opara: Oxum jovem.
- Oxum Ajagurá: outra Oxum jovem e guerreira.
- Oxum Ipondá: moça, elegante e vaidosa.
- Oxum YeYe Oke: guerreira.
- Oxum YeYe Karé: Oxum jovem.
- Oxum YeYe Odo: guerreira do rio.
- Oxum Iyáomí: ligada a Yemoja. Braços de rio com o mar.
Geralmente Oxum faz adjuntó no Batuque com Bará, Ogum, Xangô, Odé, Ossanha e Oxalá. Raramente com Xapanã.
- Cor:
- Amarelo e dourado para Oxum Pandá
- Amarelo e vermelho para Oxum Miwá
- Amarelo (ou dourado)e verde para Oxum Ademun
- Amarelo e lilás para Oxum Olobá
- Amarelo e branco para Oxum Docô
- Número: 8 e seus múltiplos (Nação de Kambina (Cabinda))
- Guia: Desde a amarela clara, passando por amarela gema e amarelo ouro. Para Epanda de Ibeje, todas as cores menos o preto.
- Sincretismo: Nossa Senhora Aparecida
- Dia da semana: Sábado
Iemanjá
Yemojà (iorubá) signfica filha do peixe. Iemanjá no Batuque, divindade das águas salgadas, dos mares e oceanos, Orixá que gera o movimento das águas e protetora da vida. Deusa da pérola, protetora dos pescadores e marinheiros. Senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família. Considerada a orixá do pensamento. Por este motivo que recorremos a ela para solucionar problemas de depressão e de instabilidade emocional. ::
Enquanto Oxum está mais presente na energia de fecundidade, Iemanjá tem sua força na vida (manutenção e consciência).
As Qualidades de Iemanjá no Ijexá:
- Olo-bomí - na África é mulher de Obatalá;
- Bomi - ligada a Jobocum e Orunmilà;
- Bocí - ligada a Obocum;
Na Nação de Kambina (Cabinda); 1. Boci - A mais jovem - Rege as partes rasas das aguas 2. Bomi - A mais idosa - Rege o alto mar. 3. Nanã Borocum - Dona da origem da vida, não há culto direto a Nanã Borocum, por este motivo, ela é considerada em algumas casas da Nação, como uma qualidade velha de Iemanjá
Iemanjá tem como seu adjunto geralmente Oxalá, mas em alguns casos pode ser Odé.
As Qualidades de Iemanjá no Candomblé:
- Iyáogunté - ligada a Ogum Alabedé;
- Iyásagbá - ligada a Oxalufã e Orunmilà;
- Iyásesu - ligada a Olocum e Obaluaiê;
- Iyá Atará Mogbá - ligada ao rio;
- Yeyemowo - da terras de Ifé ligada a Obatalá;
- Iyámasémalé - das terras de Oió ligada a Xangô;
- Maiylewá - da terras de Ijexá, ligada a Ossain;
As ervas de iemanjá são: rosa branca, palma, erva Santa Lúzia e Santa Bárbara, chapéu de couro, açucena, pata e unha de vaca, fruta da condessa, algas marinhas coco do iri, e outros mais.
Em suas oferendas come ovelha, cabra, galinhas brancas, angola, pomba. Suas comidas são canjica branca no dendê, arroz com mel, manjar, champanhe,vinho branco e peixe assado na folha de banana.
A maior quizila de Iemanjá é a poeira e o sapo e seu feitiche é a pedra polida pelas águas; a sua saudação nos búzios "Eru Yá" quer dizer Salve sra. do cavalo marinho, mas na Nação se usa Omi-odo
- Número: 8 e seus múltiplos (Kambina Cabinda)
- Cor: azul céu para Iemanjá Boci, azul para Iemanjá Bomi e azul e lilás para Iemanjá Nanã
- Guias: Azul claro e lilás (Nanã Borocum)
- Dia da semana: Sábado
- Saudação: Odoyá
- Sincretismo: Nossa Senhora dos Navegantes
Oxalá
Pa
i de todos os Orixás
e mortais, Oxalá é o mais respeitado Orixá nas Nações africanas, a paz e
a harmonia espiritual são as características deste que é o Criador e
Administrador do Universo. Quando moço, se manifesta em seu
Cavalo-de-Santo dançando como os outros Orixás, quando se apresenta em
suas passagens velhas, chega quase se arrastando, caminhando com
dificuldade, muitas vezes fica parado no lugar esperando o auxílio de
algum Orixá moço. Pertence a Oxalá de Orumiláia a visão espiritual, como
consequência o jogo de Búzios
- Saudação: Epaô Babá!
- Dia da Semana: No Ijexá e no Kambina (Cabinda) Domingo para Orumiláia , ou Oxalá Velho, Quarta-feira para Oxalá Novo, no Nagô sexta-feira para todos Oxalás.
- Número: 08 e seus múltiplos.
- Cor: Branco e amarelo com preto (no Jeje), branco com preto para Oxalá de Orumiláia (Oió, Kambina (Cabinda) e Ijexá)
- Guia: toda branca em todas as nações, amarelo com preto no Jeje, branco com preto em Oió, Kambina (Cabinda) e Ijexá e no Nagô amarelo com verde para Orumilaia .
- Oferenda: canjica branca em todas as nações, podendo ter pera e merengue, no nago inhame para os Ajagunãs.
- Ferramentas: jóias em prata, caramujo (ebi), sol, cajado, pomba de prata, moedas e búzios, para Oxalá de Orumiláia acrescentamos olhos de prata
- Ave: Galinha branca e galinha preta para Oxalá de Orumiláia, usado apenas no axé de Búzios e para os outros Oxalás, somente galinha branca.
- Quatro pé: cabrita branca e com pequenas manchas pretas para Oxalá de Orumiláia.
Qualidades de Oxalá no Ijexá e no Kambina (Cabinda):
- Oxalá Obocum: Rei de Ilesá, confundido com Oxaguiãn.
- Oxalá Jobocum: Oxalá Velho.
- Oxalá de Orumiláia: Dono dos oráculos.
- Oxalá Olocum: Ligado às águas.
- Oxalá Dacum: Oxalá de meia-idade.
Qualidades de Oxalá no Nagô:
- Oxalá Olufom: Rei de Ifom, carrega Opaxorô;
- Oxalá Ajaguna: Rei de Ejibó, comedor de inhame;
- Oxalá Oke: Da Montanha;
- Oxalá Oko: Da Agricultura;
- Oxalá Danko: Do bambu branco;
Na Nação de Kambina (Cabinda), não existe ocupação de Oxalá de Orumilaia. Por estar relacionado ao Oráculo do axé de búzios, seu assentamento é somente para para este tipo de caso. Geralmente faz adjuntó com Oxum e Iemanjá, regendo também a vida e a prosperidade.


